A crença em mitos que envolvem o sexo pode atrapalhar o desempenho na hora da transa
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Qual desses mitos é o mais absurdo?
Na hora da transa, os diversos mitos que envolvem o sexo podem deixar as pessoas inseguras, com dúvidas e fazer com que a relação não seja tão prazerosa.
Mitos que dizem que os homens não podem falhar na cama e que devem estar sempre dispostos para o sexo; que mulheres têm menos desejo sexual do que os homens; que tamanho do pênis é importante na hora do prazer e que masturbação faz mal à saúde são bastante difundidos na sociedade e muitas vezes causam constrangimento e complicações na "hora H".
Para o urologista Luiz Otávio Torres, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia - seção Minas Gerais, os mitos existem devido à falta de educação sexual na sociedade. "As gerações são formadas sem aprender nada sobre sexo. As pessoas aprendem alguma coisa na rua, em mesas de botecos ou em conversas com amigos", diz o urologista.
"A sexualidade é tratada muitas vezes como vergonhosa. Famílias evitam falar sobre o assunto, adolescentes, que têm uma ansiedade e expectativa muito grande no sexo, acabam se decepcionando quando não têm a performance desejada, mas não procuram saber até que ponto aquilo é normal", declara Torres.
Pensando nas pessoas que têm problemas para transar, a psiquiatra Carmita Abdo, juntamente com o laboratório Eli Lilly, realizou um estudo chamado Vida Sexual do Brasileiro. A pesquisa, realizada em 2004 e divulgada neste ano durante um fórum, revelou que o sexo é considerado importante ou importantíssimo para 96% dos brasileiros.
Segundo Carmita, os mitos sexuais só podem ser resolvidos se houver educação e instrução sobre a sexualidade. "No Brasil, não existiam dados sobre a sexualidade. Estudar as razões para as fraquezas sexuais humanas e as principais dúvidas é o primeiro passo para tentar desmistificar idéias errôneas sobre o sexo", ressalta a psiquiatra, que também é coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) da Universidade de São Paulo.
"O que as pessoas não conhecem faz com que criem fantasias, sentimentos de inferioridade e até mesmo insatisfação com o desempenho sexual", conta Carmita. "Buscar informações, conversar sobre sexo e, em alguns casos, procurar orientação profissional são formas de diminuir a crença em mentirinhas", afirma. "Se as pessoas levarem a sério a máxima de que 'entre quatro paredes' vale tudo, fica mais fácil se soltar e atingir o prazer", acrescenta Carmita.