Uma sex shop criou uma vitrine viva erótica que se transformou na grande atração na cidade de São José, localizada na região metropolitana de Florianópolis.
Com dois modelos usando roupas sensuais, fantasias e lingeries diferentes a cada meia hora, a vitrine virou um dos pontos mais concorridos nesta semana que antecede o Natal. Segundo a empresária Neide Veronese, a intenção de criar uma vitrine viva erótica foi a de mostrar roupas e produtos para atrair as pessoas que têm vergonha ou receio de entrar num sex shop. "O que os olhos vêem, o coração quer!", brinca.
A procura por brinquedos eróticos e fantasias relacionadas ao Natal se transformou numa grande surpresa para a empresária, que garante que as vendas aumentaram em comparação ao mesmo período de anos passados.
Quem passava pela rua mexia com a modelo que usava lingeries provocantes na vitrine. As mulheres também não perderam tempo e acenaram ou fotografaram o jovem que desfilava de sunga e fantasias eróticas. "É um fetiche de todos, e esse ano percebemos que o amigo secreto erótico virou uma moda entre grandes turmas de casais", diz. "Isso é bom, estamos acabando com o preconceito porque só não sente prazer quem não quer".
A chamada indústria do sexo movimenta R$ 700 milhões por ano somente em brinquedos como gel, vibradores, fantasias e comércio de vídeos e livros. A empresária garante que o público alvo é formado por mulheres e casais acima dos 30 anos, mas que a procura de pessoas mais jovens têm crescido a cada ano.
A Pesquisa do Bem-Estar Sexual Mundial, produzida por uma empresa fabricante de preservativos, mostrou que os brasileiros estão na vice-liderança de um ranking internacional de 26 países, só perdendo para os gregos no número de relações sexuais por ano (146 vezes contra 164).
O estudo mostrou que no Brasil 31% das pessoas consideram brinquedos e fantasias eróticas como a iniciativa ideal para renovar a vida do casal. "As pessoas estão deixando o preconceito de lado e procurando artigos que podem ajudá-las a encontrar mais facilmente o prazer sexual", completa Neide.